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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Prédio da Telefônica pega fogo na Grande SP; clientes Speedy são afetados




O prédio do Data Center da Telefônica em Alphaville, no município de Barueri (SP), sofreu um princípio de incêndio por volta das 15h desta quarta-feira (25). O Corpo de Bombeiros, que foi acionado às 15h10, conseguiu controlar o fogo em 30 minutos e realiza inspeção no local. Segundo os bombeiros, no início do fogo havia muita fumaça e o prédio, que tinha funcionamento normal nesta Quarta-feira de Cinzas, foi evacuado sem deixar feridos.

Ainda não há previsão para restabelecimento da energia e das operações do Data Center, que é um dos maiores da América Latina, com área de 10 mil m².

De acordo com a empresa de telecomunicações, a energia elétrica foi cortada, o que suspende os serviços de servidores e gerenciamento de dados da empresa e de clientes de grande porte. Às 19h, sites da Telefônica, do grupo Pão de Açúcar e da loja de produtos de informática Kalunga —todos armazenados no DataCenter— estavam fora do ar.

Ouvida pela reportagem do UOL, a assessoria de imprensa da Telefônica informou que clientes residenciais não foram afetados pelo incêndio. O SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) do UOL, contudo, está recebendo desde a tarde desta quarta-feira grande número de ligações de assinantes relatando dificuldade de usar a rede Speedy.

Para contornar o problema, em parte das cidades do Estado de São Paulo, a Telefônica abriu mão temporariamente de validar a autenticação (login e senha) de modo a permitir que o público pudesse acessar a Internet. Em outras cidades, a autenticação não foi liberada, e os usuários continuam com dificuldades de acesso na noite desta quarta-feira.

(uol)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

UE quer que Microsoft incorpore vários navegadores de internet ao Windows



BRUXELAS, Bélgica, 24 Fev 2009 (AFP) - A Comissão Europeia quer que os usuários de Windows possam escolher o seu navegador de internet, o que poderá obrigar a gigante norte-americana da informática Microsoft a incorporar em seu sistema programas concebidos por concorrentes como Google ou Mozilla.

"A Comissão planeja ordenar que a Microsoft ofereça a seus usuários uma possibilidade efetiva de escolher qual navegador querem instalar no Windows no lugar ou junto do Internet Explorer, e qual querem ter como primeira opção", indicou nesta terça-feira um porta-voz.

Em 16 de janeiro, a Comissão Europeia enviou uma "carta de queixa" à gigante norte-americana da informática com novas acusações de abuso de posição dominante na inclusão sistemática do navegador Internet Explorer em seu sistema operacional Windows.

Partido comunista da Noruega cria site em apoio ao Pirate Bay



O partido comunista da Noruega, Partido Vermelho, aproveitou a atenção dedicada ao julgamento do site sueco The Pirate Bay para demonstrar seu apoio aos quatro administradores sentados no banco dos réus.

Para isto, o partido criou o Filesharer.org, um site para que "piratas" de todo o mundo se identifiquem.

Segundo o site BetaNews, o parlamentar Elin Volder, do partido, afirmou que é triste presenciar uma tentativa tão desesperada da indústria em encontrar culpados, e acrescentou que se for preciso punir todos os que compartilham arquivos seria necessário começar pela letra A da lista telefônica.

O site apresenta fotos de vários internautas que assumem compartilhar arquivos com os dizeres: "É assim que um criminoso se parece", e afirma que não são os administradores do The Pirate Bay que compartilharam, mas sim os milhões de usuários que visitam o site: "Eles pegaram as pessoas erradas. Não iremos embora mesmo que a promotoria vença o caso, nem a tecnologia que nos permite compartilhar música e filmes que amamos desapareça".

O visitante pode digitar seu nome e localização, além de enviar uma foto. Até o fechamento desta nota o site havia recebido 2.154 participações.

Esta não é a única manifestação pública a respeito do caso. No dia 18 de fevereiro, o ex-guitarrista do ABBA, Björn Ulvaeus, atacou os fãs do The Pirate Bay dizendo que estavam lutando pela "liberdade de serem preguiçosos e sovinas", noticiou o site The Register.

(terra)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Demanda por domínios de internet continua alta



O impacto da crise econômica internacional não chegou a afetar de forma significativa a indústria de domínios de internet, que apresentou alta de 19% no terceiro trimestre de 2008, em comparação ao mesmo período do ano anterior. As informações são da VeriSign, operadora responsável pelo registro dos domínios .Com e .Net em todo o mundo. Conforme o relatório, o número total de registros no período chegou a 174 milhões.

Os novos nomes de domínio registrados, no entanto, tiveram queda de 2% se comparados com o terceiro trimestre de 2007.
A base de domínios .Com e .Net teve no Brasil um crescimento de 24% no terceiro trimestre do ano passado, em relação ao mesmo período do ano anterior, somando 520 mil registros. De acordo com a gerente regional de estratégia de negócios da VeriSign, Érica Saito, ainda há uma falta de conhecimento da população brasileira sobre o uso de domínios de internet. "As pessoas pensam que é preciso ser uma empresa grande ou dos Estados Unidos para registrar uma .Com.

Mas não é verdade, o procedimento é até mais fácil que o .Br", afirma.
A maior base de registros está relacionada ao domínio .Com, seguido por .Cn (China), .De (Alemanha) e . Net. Pela primeira vez, a China ultrapassou o número de registros da Alemanha, acompanhando os movimentos da economia mundial, já que o mercado chinês está cada vez mais como promissor. Outro destaque verificado pelo relatório da VeriSign é a entrada do domínio da Austrália (.Au) entre os dez maiores do mundo.

O Brasil também obteve crescimento com o .Br, subindo para a oitava posição entre os domínios de países. Segundo Saito, os efeitos da atual crise financeira não chegaram à indústria de domínios e, provavelmente, não devem chegar. "A indústria está relacionada ao crescimento da internet, que não pára de crescer. Além disso, ela é favorecida pela crise, pois é uma alternativa a outros processos mais caros", ressalta. Para ela, a América Latina deve se aproveitar da crise. "A região é favorecida, pois é vista como uma saída para os países desenvolvidos", declara.

Ao final do terceiro trimestre de 2008, a América Latina obteve um crescimento anual de 23% em domínios registrados, sendo que os países com maiores bases de domínios foram Brasil, Argentina e México. Os novos registros equivaleram a 5,9 milhões no período. Já em 2007 foi verificado um aumento de 28% em relação ao anterior, apresentando 4,3 milhões de domínios. O destaque foi a Índia, que, sozinha, tinha uma base de 1 milhão de registros.

O Brasil tem atualmente cerca de 42 milhões de usuários de internet, sendo o sexto país do mundo em número de internautas. Em 2008, foram registrados negócios que giram os R$ 8,2 bilhões, um aumento de 30% em relação ao ano anterior. Conforme Saito, o País se destaca na América Latina em relação ao volume de transações na rede. "As lojas estão mais preparadas aqui no Brasil. As pessoas confiam cada vez mais", garante. Mesmo com o crescimento, o mercado brasileiro ainda tem muito a se desenvolver. De acordo com o estudo, 74% das microempresas brasileiras ainda não possuem site.

(jornal do comércio)