quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O perigo das novas mídias

A televisão francesa, através do canal TV5 Monde, transmitiu recentemente um documentário sobre os perigos de radiação através da inofensiva e consumista onda das novas mídias. Segundo a reportagem, os recentes estudos realizados no Canadá,país independente em pesquisas sobre saúde, apontam para a radiação a que milhões de pessoas estão sendo expostas particularmente através da telinha dos laptops, dos celulares e dos computadores.

Os estudos indicam, numa preliminar, que os usuários estariam sofrendo de problemas de saúde devido à radiação emitida por esses aparelhos. Para tentar conter maiores danos à população, o governo canadense determinou que as torres transmissoras de sinais de celulares fiquem a mais de 300 metros de qualquer residência e acompanha atentamente as pesquisas sobre o assunto.

A divulgação dos estudos no Canadá, país que pioneiro em atendimento médico universal, criado por lá na metade da década de 50 do século passado, é um alerta para que os usuários tomem mais cuidado com a exposição às telinhas.

Os governos e as mídias brasileiros estão mais do que entusiasmados com o desenvolvimento proveniente da informática. Os números da expansão brasileira são mágicos e inebriantes com mais de 40 milhões de usuários ativos com 16 anos ou mais,ocupando a liderança dos países com maior tempo médio mensal de internet, sem contar com os milhões de celulares.

O país também advoga a causa da chamada "inclusão digital" através de computadores nas escolas e laptops mais baratos. No entanto, o Brasil ainda não acompanha nenhum desses estudos sobre possíveis danos à saúde que pode causar a radiação através desses meios. Com isso, governos, com a pressão das empresas de informática e imenso apoio da mídia, estariam expondo gerações a um perigo com a chancela do miraculoso progresso.

O problema ainda se agrava quando aumenta em escala geométrica o uso de celulares por jovens, inclusive menores, e o estímulo que muitas crianças encontram nos pais em ficar em lan-houses por horas e horas, muitas vezes apenas participando de jogos pela internet.

Em nome do progresso e do apelidado desenvolvimento mental da criançada, que o computador poderia propiciar, mesmo que mal saibam ler direito, os jovens estariam expostos cada vez mais a doses de radiação. Como resultado, teremos em futuro breve uma juventude doente. Mais espertos e preocupados com as futuras gerações, os países desenvolvidos já estão tratando de conter a euforia informática.
(Texto de Luiz Gadelha. lgadelha@leitoreselivros.com.br)



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Perigo, que isso apenas um forno microondas portátil

Um comentário:

Teddymorsicchio disse...

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